Diz-se por aí

Diz-se, fala-se usa-se e abusa-se de promessas. Seguimos convenções de certos e errados. Somos muito a pensar que somos pouco e queremos pouco a pensar que não merecemos muito.

 

Criamos ilusões nas palavras proferidas de forma leviana e brincamos à cabra cega quando achamos que não jogamos a nada. Olhamos sem ver, sentimos sem querer sentir e recusamo-nos a ouvir.

Responsabilizamos os outros dos nossos desejos e assumimos responsabilidades paralelas porque as reais são difíceis de assumir. A seguir tomam-se decisões de vida quando antes se tomaram decisões para a vida.

 

A solução? É fazer-se inversão de marcha e voltar ao ponto de partida como quando jogávamos monopólio e nos saía uma carta de sorte ao azar. Diz-se por aí que chorar lava a alma eu prefiro dizer que escrever me organiza as ideias, me ajuda a organizar pensamentos, a definir novos projectos e a organizar novas viagens.

 

Diz-se por aí que as portas se abrem e fecham de acordo com as nossas necessidades eu prefiro acreditar que as portas se fecham ou abrem de acordo com os nossos desejos mesmo que inconscientes.

 

Diz-se por aí que quando conseguimos alguma coisa é sorte eu prefiro acreditar que é uma mistura de desejo, vontade, trabalho e empenho.

 

Diz-se por aí que quando perdemos algo é azar eu prefiro acreditar que só perdemos aquilo que não queremos ter.

 

Diz-se por aí que a vida é difícil e que as coisas são como são eu prefiro acreditar que a vida é como eu a quero ver e as coisas são como eu quero que sejam.

 

 

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publicado por Marta às 17:03