Quarta-feira , 11 de Agosto DE 2010

Longe vão os Tempos

Longe vão os tempos em que passava noites em claro a mudar fraldas, dar biberão ou somente a acalmar alguma das crianças de um pesadelo que tenha tido. Longe vão os tempos em que pé ante pé, eles se deslocavam durante a noite para a minha cama e se deitavam muito silenciosos. Longe vão os tempos em que nos pediam colo insistentemente, choravam na primeira queda e se enroscavam em nós logo que o sono chegava. Longe vão os tempos do pai natal, da fada dentinho e de todas as outras personagens que reinaram a imaginação deles e por consequência a minha.

 

Hoje passo algumas noites em claro à espera que o telefone toque e que me digam “mãe podes vir-me buscar”. Hoje deslocam-se pé ante pé e dizem-me “mãe achas que amanhã posso …”. Hoje continuam os abraços mas perdeu-se o colo, partilham-se risadas entre cumplicidades enraizadas por uma convivência permanente. Hoje o imaginário encheu-se de projectos, de verdades absolutas,  de certezas com permanência duvidosa,  mas, sobretudo, de quereres e vontades.

 

Quase que me apetece recuar no tempo e aproveitar mais um bocadinho !!!!!!!!!!!!!!!!!

publicado por Marta às 10:18
Terça-feira , 10 de Agosto DE 2010

Em Tempo de crise é necessário fazer contas à (na) Vida

Acabei de descobrir que nos últimos tempos diminui cigarros e somei quilos. Diminui chocolates e somei latas de leite condensado comidas em colheradas elevadas ao quadrado.

 

Pensando bem até tenho sorte em nunca ter conseguido fazer um chantilly de jeito, porque aí ia ter de multiplicar o número de vezes em que me tento enfiar naquilo que um dia chamei de minha roupa.

 

publicado por Marta às 12:27
Segunda-feira , 09 de Agosto DE 2010

Noticias em Forma de Post

Hoje 9 de Agosto de 2010 apetece-me afirmar que lá fora e cá dentro as situações evoluem entre o muito e pouco o quente e frio o normal e o anormal, entre uma razoabilidade quase incompreensível e uma incompreensão quase razoável. Lá fora e cá dentro morre-se e sobrevive-se, julga-se e é-se julgado, mata-se e procria-se numa necessidade premente de sobrevivência. Lá fora e cá dentro a natureza revolta-se contra uma evolução descontrolada, o tempo brinca connosco e nós brincamos uns com os outros numa tentativa de sermos os melhores, de termos mais e irmos mais longe.

 

Cá por casa regressámos de férias já há umas semanas cheias de planos de alterações. As paredes vão a baixo, os móveis foram pintados, a decoração alterada e os orçamentos solicitados. É oficial, os interruptores vão ser substituídos, os estores reparados, a cozinha vai ter gaveta nova e eu decidi que é ali que vou ficar porque é ali que construí o meu reino. Cá por sucedem-se as saídas do mais velho, os programas da do meio e as festas da mais pequena, no meio ficam aqueles momentos onde Eu me lembro que existo. Cá por casa continuamos a trocar os nomes dos amigos, a telefonar às mães erradas e a fazer conversa com quem não nos lembramos de onde conhecemos.

 

Cá por casa fizemos 4 anos na nova vida. Para trás ficaram planos que foram traçados, planos que foram reformulados e planos que foram simplesmente adiados. Ficaram objectivos concretizados e objectivos falhados. Ficaram ilusões e desilusões. Ficaram pessoas para vida e pessoas de uma vida.

 

 Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo Eu mesma.

publicado por Marta às 16:15

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